Pelo quarto ano consecutivo, o Grupo de Escoteiros 74 de Góis voltou a recrear uma antiga tradição e enterrou, mais uma vez, o bacalhau, no passado dia 2 de Abril, com uma peça teatral, realizada na sede da Associação Educativa e Recreativa de Góis (AERG), antecipada por um cortejo fúnebre, que percorreu algumas ruas da vila de Góis.
Esta tradição consiste numa manifestação teatral, que ocorre em diversas regiões de Portugal, e que, habitualmente, se realiza na Sexta-Feira Santa, para celebrar o fim das privações gastronómicas, que têm lugar durante a quaresma.
Em Góis, o julgamento do bacalhau, que voltou a encher a sala da AERG, foi recreado pelos escoteiros e por alguns populares e contou com cómicas personagens que conseguiram manter o público bem animado, durante todo o serão.
As principais personagens que subiram a palco, nesta manifestação pagã, foram o Dr. juiz, os advogados de defesa e acusação, o oficial de diligências, a Páscoa, o réu, o bacalhau, as testemunhas, o carrasco, a Maria peixeira, a Maria da Fonte, a Maria Linguiça e o seu marido, Zé do Pipo. Indispensável na peça e com uma intervenção de grande valor cómico, o pequeno escoteiro Afonso Marques deu ainda mais vida à encenação.
“Está aberta a audiência”, referiu o juiz Renato, martelando com toda a sua força e a partir daí teve lugar o julgamento, que acabou por condenar o bacalhau, dando lugar à linguiça e à carne que, a partir da meia noite de Sexta Feira Santa passa a fazer parte da alimentação permitida, aos olhos da religião.
A iniciativa encerrou com um agradecimento feito pela chefe do grupo de Escoteiros, Sandra Marques e com o sorteio das rifas vendidas pela tribo escoteira.
Entre os presentes, que assistiram com entusiasmo, estiveram também algumas individualidades, nomeadamente, o Sr. António Rui Sampaio, presidente da direcção da AERG, D. Maria de Lurdes Barata, em representação da Assembleia Municipal e a presidente e vice-presidente da Câmara Municipal, respectivamente Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira e Dr. José Alberto Rodrigues
in O Varzeense de 15 de Abril de 2010
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